Chego em casa depois de um longo dia e só me restam energias para jantar algo leve e dar ao cérebro uma dose de conteúdo que não me faça pensar demais, ou seja, escolho um capítulo de Mad Men e desligo meu córtex imediatamente. Don Draper me deixa impressionado com a simplicidade com que seduz a uma de suas belas funcionárias com duas frases que, ditas por um mortal como eu não teriam tido tanta eficácia. Mas, sim, este capítulo sim que me faz pensar mais além já que há uma situação na agência Sterling Coopers que me lembra alguma coisa conhecida.

São os anos de juventude da TV e os primeiros spots começam a ser filmados. Entra em cena uma nova área na agência, a que é responsável pela compras de espaços neste recém-nascido canal de comunicação. Fazendo referência a esta época, Matt Nelson publica em Fast Company um artigo onde argumenta que a idade de ouro no mundo da publicidade não foi a época de Mad Men, e sim os momentos que estamos vivendo atualmente, onde as marcas perderam o controle da sua reputação, onde a mensagem dos consumidores se difunde sem que os departamentos de comunicação possam filtrá-la ou eliminá-la.

Estamos em um novo ambiente onde os impactos publicitários nas mídias sociais (mídias pagas) são difundidos pelos próprios usuários para toda a sua comunidade se estes consideram que tais mensagens agregam valor (mídias conseguidas). Os seres humanos tornaram-se nós conectados que servem de multiplicadores de impactos que nos próximos anos alcançarão uma cobertura semelhante a dos meios de comunicação mais tradicionais.

Leia mais »

No momento de tomar decisões dentro do ecossistema digital, é sempre muito útil a recomendação de alguém que fez previamente a mesma operação que nós faremos, já que sabemos que quanto mais sejam as fontes de informação em torno da decisão, mais condições teremos para tomar uma decisão mais acertada.

Muitos de nós pudemos ver o motor de recomendação da Amazon desde o seu começo – quando nos decidimos por uma compra, o motor nos sugere outra com base numa série de objetos que foram comprados por outras pessoas que também compraram alguma das coisas que está no nosso carrinho. Isto é o que tecnicamente se chama filtragem colaborativa (CF).

Na filtragem colaborativa se utilizam diferentes algoritmos sobre a base dos itens comprados para oferecer outros itens. As propriedades do que comprei são analisadas de diferentes maneiras para que se possa oferecer uma variedade (de surpresa e surpreendente) de itens relacionados com o que comprei. É um modelo onde a informação sobre a minha compra é cruzada com muitos itens (em estoque) sobre os que, supostamente, existe uma determinada propriedade em comum. Se, por acaso, não confiássemos na sua eficácia, pelo menos o tempo que se leva utilizando já deveria convencer-nos sobre a sua utilidade.

Leia mais »

O Open Data e a reutilização de dados públicos: um mercado europeu de 96.484 milhões de reais

Milhões de dados públicos começam a emergir, quase que por passe de mágica, das nossas cidades… de dentro dos nossos governos e instituições públicas. São informações úteis em termos de transparência. Mas, também, de um poderoso tesouro comercial. O novo “ouro” chamado Open Data ou Big Data começa a instigar o interesse das grandes empresas, mas, também levanta dúvidas sobre nossa capacidade futura para gerir e proteger tão importante tesouro.

O Arquivo Geral das Índias é uma dessas grandes fontes mundiais de informação. Declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO esta instituição, fundada por Carlos III, guarda nos seus 8 quilômetros de estantes, quatro séculos completos da História da Espanha e das Américas.

Entre as suas paredes físicas e virtuais jazem 43.000 maços que contêm mais de 80 milhões de páginas e 8.000 mapas e desenhos. Este acervo conserva, por exemplo, detalhes com a localização aproximada e a carga exata dos navios espanhóis naufragados em algum ponto do oceano no decorrer dos séculos: especiarias, tecidos… e metais preciosos. São informações acessíveis a quase qualquer pessoa no mundo, de forma permanente, gratuita e, na maioria das vezes, através de meios eletrônicos e em formato digital.

Leia mais »

SEO para App Store e Markets, promoção de apps… não há muita bibliografia sobre o assunto, mas por algum lado temos que começar. Este post é uma reflexão em voz alta sobre um mercado em plena expansão. Até agora conhecíamos as estratégias de SEO para redes sociais, mas também podemos fazer posicionamento para Markets como a App Store ou o Market do Android.

Ambos coincidem com uma boa seleção de keywords, boa redação da descrição dos seus aplicativos e, obviamente, no download que oferece seus apps. Isso quer dizer que posicionamento não é só pra web. É muito importante poder entrar no Top 10 ou Top 25 da App Store. É evidente que repete o esquema de resultados em buscadores e como tudo nesta vida, há várias maneiras para estar no ranking.

Leia mais »

“O engagement é a nova publicidade”. O #TcMantra do Territorio creativo será o protagonista do nosso próximo TcTalks em Barcelona no dia 14 de março, um evento que, nesta ocasião será ainda mais especial, se isso for possível, pois coincide com a abertura dos nossos escritórios na “Ciudad Condal”.

Não pudemos pensar numa forma melhor de comemorar: #TcBCN, here we go!

O presente e o futuro do Negócio - com N maiúscula – passam por situar as pessoas no centro das estratégias de venda. É necessário lembrar que as ferramentas 2.0 não são só mais um canal de comunicação pra fazer campanhas de marketing, mas também servem para estabelecer uma relação com o cliente, criar fidelidade e vinculação prolongada no tempo e não só num período limitado.

Leia mais »

“Nunca há suficiente tempo, nunca é suficiente.” BrokeBack Mountain

Ultimamente há clientes que me perguntam: ”os vídeos ajudam a conversão como parece?”

Obviamente depende do vídeo, do produto, ou do serviço promovido, da página e do lugar onde se coloca o vídeo… ou seja, não é fácil afirmar ou negar se a prática de usar um vídeo é boa, regular ou má. Mas sim, o que posso dizer com muita certeza: MEÇA-O. E saberá, sem a necessidade de perguntar a ninguém, se o seu vídeo funciona como gostaria que funcionasse. :)

Por onde começamos?

Primeiro por decidir o(s) objetivo(s) que queremos com o vídeo. Suponhamos que seja um vídeo que promova um determinado produto ou uma marca e que o que buscamos é que apóie as vendas de forma direta: conversão. Também pode ser que nosso objetivo final seja conseguir um lead ou explicar sobre um serviço oferecido. De todas formas, devemos atribuir-lhe um ou vários objetivos, já que senão, não será possível mensurá-lo.

Leia mais »

A cada temporada aparece no grande tabuleiro da Mídia Social um novo jogador, uma nova rede que promete ser revolucionária, despertando o entusiasmo dos #socialholics.  O caso de Pinterest  é um pouco diferente. Ainda que estejamos em plena crista da onda, que seja fácil encontrar diariamente informações referentes a esta rede social e o fluxo de convites tenha disparado, na verdade, esta rede já funciona ha vários meses e conta com uma considerável base de usuários. Além disso, várias empresas encontraram uma forma de rentabilizar sua presença neste novo canal. E é sobre isso que vamos falar agora, sobre como tirar proveito da rede da moda e como aproveitá-la para o seu negócio.

Em primeiro lugar, resumimos brevemente seu funcionamento: é uma ferramenta que nos permite arquivar imagens e todo tipo de conteúdos multimídia em álbuns que podem ser personalizados, conhecidos como boards, essa ação é conhecida como pin. Esses conteúdos poderão ser compartilhados por nossos seguidores em Pinterest ou por outros usuários, desde que as opções de privacidade não estejam ativadas. Todos eles podem fazer repin incorporando-os aos seus próprios boards, ou um like, que lembra muito ao do Instagram.

Leia mais »

Ao longo da história sempre houve pessoas capazes de entender as transformações do seu ambiente antes das demais.

Dependendo da época em que viveram podiam ser rotuladas de bruxos, hereges, loucos ou qualquer outra perigosa etiqueta. Mas, por sorte, os tempos mudaram e atualmente existem profissionais com visão e empatia para serem capazes de liderar uma mudança dentro das organizações.

Nos projetos vinculados ao ambiente 2.0 os chamamos “HEROIs” (Highly Empowered and Resourceful Operatives) personas conectadas e com capacidade de entender o valor da vinculação social. Não tenho nenhuma dúvida de que Colombo, Darwin ou Edison seriam “early adopters” de tecnologias capazes de dinamizar a gestão do conhecimento e da inovação a uma velocidade que nunca antes o ser humano havia visto.

O objetivo deste post é animar a todos os crentes que estão apostando em que a sua organização adote uma cultura capaz de enfrentar-se com sucesso a esses novos ambientes apesar de que, às vezes, as estruturas desenhadas há muitos anos sejam relutantes a estas mudanças.

Dentro dos projetos que desenvolvemos em Territorio creativo há uma parte fundamental que é o trabalho conjunto com os nossos clientes para implementar uma cultura 2.0 dentro das companhias. Todos sabem que nas organizações de grande porte é complexo transmitir aos colaboradores as mensagens chave para entender uma transformação tão importante como é a relação entre consumidores e marcas numa sociedade altamente conectada.  Mas, nossa experiência com estas grandes companhias nos permite ver como os projetos que contam com o apoio da Direção Geral conseguem que se transmita essa mensagem e que muitos diretores e colaboradores atuem como evangelizadores, capazes de acelerar a disseminação deste vírus benigno no âmbito interno.

As capacidades de uma organização com cultura 2.0 são muitas, mas gostaria de destacar algumas:

  • Capacidade de conversar com clientes e não clientes de uma maneira honesta e transparente.
  • Capacidade de ter uma estratégia de marca orientada à vinculação e não à defesa da reputação da marca.
  • Capacidade de gerar comentários positivos e de aumentar a reputação da marca graças à comunidade (meios conseguidos).
  • Capacidade de que os próprios usuários defendam a marca nos comentários negativos.
  • Capacidade de tomar decisões, por parte dos diretores, em função dos dados reais de seus clientes na mídia social.

Estes Diretores “crentes” são pessoas capazes de entender a importância de pôr o cliente no centro de nossas comunicações e manter essa vinculação durante todos os pontos de contato que há entre marcas e clientes na sua relação (pré-venda, venda e pós-venda) pensando em termos de longo prazo, no local de uma forma global.

Temos a sorte de compartilhar o tempo na implantação destes planos com alguns dos nossos diretores que conseguem que nosso trabalho obtenha cotas muito elevadas de satisfação por serem testemunhas da obtenção de resultados positivos em muitos de nossos projetos.

Não me esqueço das pequenas e médias empresas com maior capacidade de manobra e flexibilidade na hora de implantar ambientes orientados à interação com seus consumidores e com um destacado grupo de empresários apostando pelo digital, ainda que tenham que acrescentar horas às suas longas jornadas de trabalho. E o fazem, simplesmente porque tem a convicção de que a aposta pela vinculação em plataformas sociais tem um retorno, a médio e longo prazo, sempre positivo.

Para terminar, recomendo alguns livros que se aprofundam no tema: “Groundswell” de Bernoff, “O futuro da administração” de Gary Hamel e, obviamente,“#Socialholic”, de Juan Luis e Fernando Polo, onde podem ler exemplos de empresas espanholas que já iniciaram essa viagem sem retorno com seus clientes e onde estão as chaves para orientar as companhias em direção a uma P de “pessoa”.

Imagem de afloresm em Flickr

Leia mais »