Chego em casa depois de um longo dia e só me restam energias para jantar algo leve e dar ao cérebro uma dose de conteúdo que não me faça pensar demais, ou seja, escolho um capítulo de Mad Men e desligo meu córtex imediatamente. Don Draper me deixa impressionado com a simplicidade com que seduz a uma de suas belas funcionárias com duas frases que, ditas por um mortal como eu não teriam tido tanta eficácia. Mas, sim, este capítulo sim que me faz pensar mais além já que há uma situação na agência Sterling Coopers que me lembra alguma coisa conhecida.
São os anos de juventude da TV e os primeiros spots começam a ser filmados. Entra em cena uma nova área na agência, a que é responsável pela compras de espaços neste recém-nascido canal de comunicação. Fazendo referência a esta época, Matt Nelson publica em Fast Company um artigo onde argumenta que a idade de ouro no mundo da publicidade não foi a época de Mad Men, e sim os momentos que estamos vivendo atualmente, onde as marcas perderam o controle da sua reputação, onde a mensagem dos consumidores se difunde sem que os departamentos de comunicação possam filtrá-la ou eliminá-la.
Estamos em um novo ambiente onde os impactos publicitários nas mídias sociais (mídias pagas) são difundidos pelos próprios usuários para toda a sua comunidade se estes consideram que tais mensagens agregam valor (mídias conseguidas). Os seres humanos tornaram-se nós conectados que servem de multiplicadores de impactos que nos próximos anos alcançarão uma cobertura semelhante a dos meios de comunicação mais tradicionais.
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