Categoría “Marketing”

Chego em casa depois de um longo dia e só me restam energias para jantar algo leve e dar ao cérebro uma dose de conteúdo que não me faça pensar demais, ou seja, escolho um capítulo de Mad Men e desligo meu córtex imediatamente. Don Draper me deixa impressionado com a simplicidade com que seduz a uma de suas belas funcionárias com duas frases que, ditas por um mortal como eu não teriam tido tanta eficácia. Mas, sim, este capítulo sim que me faz pensar mais além já que há uma situação na agência Sterling Coopers que me lembra alguma coisa conhecida.

São os anos de juventude da TV e os primeiros spots começam a ser filmados. Entra em cena uma nova área na agência, a que é responsável pela compras de espaços neste recém-nascido canal de comunicação. Fazendo referência a esta época, Matt Nelson publica em Fast Company um artigo onde argumenta que a idade de ouro no mundo da publicidade não foi a época de Mad Men, e sim os momentos que estamos vivendo atualmente, onde as marcas perderam o controle da sua reputação, onde a mensagem dos consumidores se difunde sem que os departamentos de comunicação possam filtrá-la ou eliminá-la.

Estamos em um novo ambiente onde os impactos publicitários nas mídias sociais (mídias pagas) são difundidos pelos próprios usuários para toda a sua comunidade se estes consideram que tais mensagens agregam valor (mídias conseguidas). Os seres humanos tornaram-se nós conectados que servem de multiplicadores de impactos que nos próximos anos alcançarão uma cobertura semelhante a dos meios de comunicação mais tradicionais.

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O Open Data e a reutilização de dados públicos: um mercado europeu de 96.484 milhões de reais

Milhões de dados públicos começam a emergir, quase que por passe de mágica, das nossas cidades… de dentro dos nossos governos e instituições públicas. São informações úteis em termos de transparência. Mas, também, de um poderoso tesouro comercial. O novo “ouro” chamado Open Data ou Big Data começa a instigar o interesse das grandes empresas, mas, também levanta dúvidas sobre nossa capacidade futura para gerir e proteger tão importante tesouro.

O Arquivo Geral das Índias é uma dessas grandes fontes mundiais de informação. Declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO esta instituição, fundada por Carlos III, guarda nos seus 8 quilômetros de estantes, quatro séculos completos da História da Espanha e das Américas.

Entre as suas paredes físicas e virtuais jazem 43.000 maços que contêm mais de 80 milhões de páginas e 8.000 mapas e desenhos. Este acervo conserva, por exemplo, detalhes com a localização aproximada e a carga exata dos navios espanhóis naufragados em algum ponto do oceano no decorrer dos séculos: especiarias, tecidos… e metais preciosos. São informações acessíveis a quase qualquer pessoa no mundo, de forma permanente, gratuita e, na maioria das vezes, através de meios eletrônicos e em formato digital.

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SEO para App Store e Markets, promoção de apps… não há muita bibliografia sobre o assunto, mas por algum lado temos que começar. Este post é uma reflexão em voz alta sobre um mercado em plena expansão. Até agora conhecíamos as estratégias de SEO para redes sociais, mas também podemos fazer posicionamento para Markets como a App Store ou o Market do Android.

Ambos coincidem com uma boa seleção de keywords, boa redação da descrição dos seus aplicativos e, obviamente, no download que oferece seus apps. Isso quer dizer que posicionamento não é só pra web. É muito importante poder entrar no Top 10 ou Top 25 da App Store. É evidente que repete o esquema de resultados em buscadores e como tudo nesta vida, há várias maneiras para estar no ranking.

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São mais de cem milhões de brasileiros que aspiram a coisas simples. Usar sua própia máquina de lavar, gravar seus filhos no primeiro aniversario ou viajar pela primeira na sua vida. Simples, mas muito úteis para elas. E pessoas acostumadas na sua vida diária a tirar a maior utilidade das coisas, está descobrindo que internet é o seu maior aliado. Este fenómeno está transformando o mercado digital brasileiro e a maneira em que as empresas no Brasil se comunicam pela internet.

A classe C brasileira, com uma renda familiar entre 20.20 e 5100 reais (entre 980 e 2090 euros)  segundo a Fundação Getulio Vargas e que forma mais da metade da população, é o grande motor da revolução digital brasileira, com um aumento de 40 milhões de pessoas nos últimos oito anos devido a expansão do crédito. E como comentava Ricardo Meirelles de Data Popular, deveriam ser o principal foco de muitas empresas que só a estavam considerando como un nicho a mais do mercado.

Apesar de ser um fenômeno que tem crescido ao longo de uma década, é agora quando as grandes empresas estão redesenhando seus négocios para lhes atender melhor. Perceberam que não consiste já em oferecer o preço mais barato. Ainda tem poucas marcas que acumulem uma grande experiência para lidar com o comportamento da classe ,C que sabem que agora procuram mais a qualidade e que são mais ativos nas redes sociais do que as classes mais altas, reflexo da sua vida offline, do seu sentido de comunidade, onde batem papo, discutem, colaboram, advertem e seguem as dicas dos seus próprios vizinhos.

A classe C é jovem e está a cada dia nas redes. Por isso muitas empresas tem multiplicado os clientes interessados nos seus serviços desde que se focaram diretamente em falar com seu target nas mídias sociais, como a empresa de cursos profissionais Microcamp. A maioria desta classe social pertence a núcleos familiares firmes,  assim que algumas marcas internacionais como Sony estão aprendendo a formar parte desses laços e oferecer serviços adicionais. Também uma linguagem simples e facilicidades nos pagamentos á vista, ajudam a orientar estas novas estratégias de comunicação de setores que antes não estavam a seu alcance, como fizeram algumas companhias aéreas como Tam.

Embora em 2012 veremos uma aproximação maior com este público, acontece que muitas pessoas responsáveis da elaboração de estratégias de comunicação para as classes emergentes estão longe delas na vida real, portanto as redes sociais se tornam ainda mais fundamentais para escutá-las e se adatar as necessidades delas. Não somente pensando no Orkut, plataforma social bastante ligada a esta classe social até o  arrassador sucesso de Facebook no pais tropical em 2011, que está fazendo que emigem aos poucos de plataforma.

Por outro lado, existem muitas localidades no Brasil onde boa parte da comunidade emergente brasileira ainda deve lidar com serviços de internet de baixa qualidade, e não servirá para nada tanta revolução se não tem uma melhoria rápida e eficiente das infra-estruturas de comunicações para seguir o ritmo de consumidores e marcas deste novo Brasil que mais pessoas estão desejosas de participar.

 

Imagem de Samuel Kassapian Jr en Flickr

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Siete reglas creatividad 2.0

No entorno do novo consumidor social, a criatividade não trabalha para rechear espaços publicitários que podem ser comprados. O desenvolvimento de ações criativas destaca a nossa mensagem além do barulho existente, acelerando nossos objetivos de comunicação. Se trata de conseguir que as pessoas tenham vontade de falar sobre isso, sem a necessidade de comprar testemunhos.

Neste contexto, errar é um requisito indispensável para ter sucesso. Nos levantar rápido aprendendo dos “fracassos”, atingiremos com mais clareza o nosso objetivo.”Fail often, fail quick, fail cheap“. A criatividade 2.0 não tem regras. Ou sim? Aqui há alguns principios que, por experiência, acreditamos que podem ajudar.

  • Baixo custo. As ações nas mídias sociais devem ser desenhadas com uma restrição forte dos custos de produção. Se vamos errar, devemos experimentar rápido e barato. Se funcionar, se investe mais. As mídias sociais são um grande laboratório publicitário. Além disso, as limitações dos recursos introduzem um fator de esforço que amplifica a capacidade criativa das pessoas.
  • Útil. Não compramos audiências, as pessoas decidem nos seguir e escutar de forma voluntaria. O que fizermos, deve ser útil para a comunidade. Desde uma perspectiva de informação, de funcionalidade, de bem social ou de entretenimento.
  • Ágil. A diferenciação, a inovação, a criatividade e a valentia são lados da mesma realidade. Provar rápido, errar com freqüência e chegar os primeiros-ou chegar cedo, será recompensado.
  • Fãs dos seus fãs. Centralizar uma ação em poucas pessoas é contrário ao enfoque de alcance máximo da publicidade tradicional. Na web 2.0, concentrar esforços em poucos fãs faz mais sentido: a fragmentação é alta, se busca a propagação voluntária e “viral” da história..
  • Social. As pessoas procuram que as empresas se comprometam e acreditem em um capitalismo sustentável. O ênfase na Responsabilidade Social Corporativa está mais presente do que nunca no mundo 2.0.
  • Transmedia. Internet está construido sobre diferentes mídias com seus próprios códigos e formatos. Devemos conceitualizar ações e idéias que viajem de forma natural de meio para meio.
  • On/Off/On. O mundo não é online nem offline. Só existe um mundo e o consumidor está conectado nele. Não coloquemos barreiras a nossa própria criatividade. Combinemos o melhor de cada contexto e criemos idéias nacidas na Internet e que chegem às ruas, ou ao contrário.
  • As regras estão inspiradas pelo trabalho de muitas pessoas da equipe de Territorio creativo. Acredito que o primeiro rascunho nasceu em uma sessão de trabalho onde participavam, no mínimo, Carlos JimenoKevin Sigliano e Eva Represa. As 7 regras da criatividade 2.0 são desenvolvidas com mais detalhe e exemplos concretos no livro Socialholic, que publicará a editorial Gestión 2000 em janeiro 2012.

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    Agencias que sobresalen

    A consultoria C4E organiza anualmente um encontro, Agencias que sobresalen (AQS), no qual convidam agências espanholas que foram destaque por diferentes motivos. Assim que para nos é um orgulho estar presentes neste ano, e será um prazer falar do nosso livro, um convite impossível de ser recusado… .

    Porque não estaremos lá para falar das redes sociais, mas dos fatores de inovação que colocaram Territorio “em destaque” no ano de 2010. Dessa forma, falaremos da quarta era, que somos amigos de cada vez mais amigos, da nossa original organização interna como agencia consultora de social media marketing, dos tecerianos, que somos fãs dos fãs de nossos clientes, e com certeza, deste nosso querido blog.

    E ontem na festa de Internet es tuyo, me sopló al oído Mar Abad, da Yorokobu, me disse que ela era a encarregada de me entrevistar – o que me deixou mais à vontade para me espraiar sobre o que não abandona minha cabeça noite e dia. Se vocês forem, não deixem de cumprimentar ¡O cadastro continua aberto!

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    Os consumidores continuam prestando atenção no brilho ou nas sombras?

    Os consumidores continuam prestando atenção no brilho ou nas sombras?

    Todas as boas histórias começam em um bom restaurante e esta não será diferente. Há algumas semanas comi com meu bom amigo @madclimber em Sudestada (proposta  gastronômica do sudeste asiático). Aliás, muito recomendável visitar este pequeno local da capital. Ramón e eu nos conhecemos desde 2001, ano em que ambos coincidimos em uma das start up (www.baquia.com) da incubadora de projetos Net Juice, ele era o CTO. Para quem nunca trabalhou em uma empresa de internet, o Diretor de Tecnologia é o equivalente ao Deus supremo, nenhum projeto é realizado sem sua bendição. Eu, como responsável de marketing, tinha que lidar constantemente com ele e sua equipe para que nossas ações fossem executadas nos prazos previstos. E apesar desse histórico, dez anos depois, inexplicavelmente ainda mantemos uma boa relação.

    Nesses almoços tentamos nos atualizar, mas no final o protagonista sempre acaba sendo a Internet e sua vertiginosa evolução. Ramón me falou de “trustability”, termo que aparece em um pequeno post na web de Pappers&Rogers que achei fantástico para fazer uma reflexão sobre a mudança que atualmente vive o mundo da publicidade.

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    Na hora de pensar se nossa empresa deseja ter uma presença ativa nas redes sociais, é importante atender ao impacto que as diferentes normas têm em relação a essa atividade. A experiência não nos permite afirmar que, por regra, tenha se colocado a devida atenção aos aspectos jurídicos que pode ter essa decisão. No entanto, este é um exercício fundamental para uma presença bem-sucedida nestas plataformas.

    Tal análise é essencial porque ao fazer as coisas bem se consegue, por um lado, oferecer segurança ao consumidor de que a empresa que ele buscou e da qual quer ser cliente é confiável e agirá com seriedade. Obter a fidelidade de seus clientes é o bem mais valioso de uma empresa, é o pilar de uma boa reputação online e é garantia de um sólido crescimento. E, por outro lado, a própria companhia tem a segurança de que se reduz enormemente o risco de receber reclamações por parte de seus usuários ou de ser penalizada por qualquer descuido, obtendo assim uma valiosa economia de tempo e de recursos, que ela pode investir em um melhor e mais rápido desenvolvimento. Tudo isso se traduz na palavra mágica onde se baseiam comércio eletrônico e as atividades em meios sociais: confiança.

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